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A EUCARISTIA FAZ E ENVIA A IGREJA
Cristo, na Eucaristia, atrai a si os homens e faz deles uma comunidade. “Como há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois participamos todos desse único pão” (1Cor 10,17). A Comunidade nasce da Eucaristia, não porque as pessoas se reúnem ao redor da mesma mesa; o reunir-se é somente sinal e consequência da força unificadora da Eucaristia; de outra maneira, a comunidade seria resultado da capacidade e do empenho de seus membros.
Ao contrário, é a “qualidade” do alimento ingerido que torna possível a Igreja-comunidade: no pão eucarístico está contida e doada a própria vida de Deus, que não é “indivíduo”, e sim comunhão, Trindade. É essa vida nova, puro dom de Deus, que torna possível aos homens, que participam dela, viver relações novas entre eles e, portanto, tornar-se comunidade.
É, pois, absurdo pensar que da Eucaristia nasça uma missão de tipo individualista. É a Igreja, feita pela Eucaristia, que é enviada como tal. Cristo atrai a si os homens, tirando-os de suas divisões, incompreensões, rivalidades, incomunicabilidade, incapacidades de realizar seu, embora sincero, desejo de unidade e os reúne num só corpo para, depois, enviá-los a anunciar a unidade: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, si tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13,35), “que sejam um, para que o mundo creia” (l7,21).
A unidade realizada aqui na terra está tão fora do alcance do homem e é tão inovadora que, onde se encontra uma comunidade verdadeira, quem a vê não pode deixar de admirar-se e ser levado a descobrir, entre os discípulos reunidos, a presença do Mestre. A comunidade nascida da Eucaristia, não é, portanto, uma “prova” para verdade da missão, mas é – por si mesma – missão, porque é anúncio e sinal de Deus-Trindade, presente na história dos homens.
Por outro lado, a desunião, o individualismo, atingem em cheio o coração da missão, portanto, da própria Igreja, e a tornam impraticável. |
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